O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) está disposto a ter uma função na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa cuja eleição está prevista para setembro. Em entrevista à imprensa, Cattani considera que tem mais tempo de Assembleia Legislativa do que o deputado estadual Júlio Campos. Por isso, se considera apto à integrar a chapa que caminha para ser eleita consensualmente.
Cattani entrou para a Casa de Leis em 2021 para assumir a cadeira do deputado titular Silvio Favero (PSL), que faleceu de Covid-19. Em 2022,foi eleito com 44.705, uma das votações mais expressivas do Legislativo.
Embora seja um dos políticos mais experientes de Mato Grosso, Júlio Campos exerce só agora o primeiro mandato de deputado estadual.
“Tenho interesse total [na vice-presidência]. O Júlio Campos, que é um excelente nome, tem um longo histórico na política e somos mais fracos em experiência política de décadas, mas temos mais tempo de casa. Vamos pleitear e buscar votos”, disse.
Cattani disse que a disputa pelos cargos da Mesa Diretora é parte do processo democrático e negou que ela possa prejudicar o diálogo entre deputados.
Ele também considerou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada pela Comissão de Justiça e Cidadania (CCJ), de criar novos três cargos (terceiro vice-presidente, quinto e sexto secretário) beneficia a representatividade no parlamento.
“Se existir isso [quebra], não existe democracia. Qualquer deputado pode pleitear, se não puder, temos um problema sério de falta de direitos. Só estamos pleiteando um cargo”, disse.
“É para favorecer os deputados como um todo a conseguirem título. Veja bem, sou um camarada assentado da roça, já pensou num assentado vice-presidente da Assembleia? São as pessoas que serão honradas, não eu. O principal objetivo é o benefício do povo. Cada deputado representa sua região”, concluiu.




















