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ESTRATÉGIA POLÍTICA

Medeiros afirma que falta de socorro e decisões judiciais fazem parte de estratégia para afastar Bolsonaro do processo eleitoral

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O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo alvo de uma estratégia para ser retirado do cenário político e eleitoral do país. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), em Campo Novo do Parecis, durante visita técnica ao CTECNO Parecis, em evento que marcou os 10 anos do Centro de Pesquisa da Aprosoja Mato Grosso.

Segundo Medeiros, o que está em curso vai além de disputas políticas e revela a ausência de qualquer sentimento humanitário diante da condição de saúde de Bolsonaro. “A situação do Bolsonaro é a seguinte: eles querem, de toda forma, que fique fora do processo eleitoral, não só como candidato, mas também como apoiador. Então, o que a gente percebe, por tudo que está acontecendo, pela falta de socorro, pela falta de qualquer sentimento humanitário, é que eles estão matando o Bolsonaro. Querem matá-lo tanto fisicamente quanto eleitoralmente”, declarou.

O parlamentar também afirmou que há um grupo organizado atuando com esse objetivo, que ele classificou como um “consórcio”. Segundo Medeiros, fazem parte desse grupo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e jornalistas de renome nacional. Para o deputado, as manifestações públicas e decisões adotadas demonstram um ambiente hostil em relação ao ex-presidente.

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“É a turma toda desse consórcio que está aí, Alexandre de Moraes… Se eu for nominar aqui é muita gente, mas é essa galera que não gosta dele. Tem uma boa parte que quer que ele seja eliminado, tanto é que já saiu nas redes sociais várias pessoas, inclusive vários jornalistas de renome, dizendo por que querem que o Bolsonaro morra”, afirmou.

Medeiros ainda relacionou esse cenário às decisões tomadas no âmbito do Judiciário, destacando que as atitudes atribuídas ao ministro do STF acabam repercutindo institucionalmente. “Isso se repercute nos ministros do STF, como Alexandre de Moraes, principalmente pelas suas atitudes. Onde já se viu uma pessoa ter um traumatismo craniano e ser proibida de obter socorro?”, questionou.

Ao abordar o estado de saúde de Bolsonaro, o deputado se referiu à queda sofrida pelo ex-presidente no dia 6 de janeiro, quando ele bateu a cabeça e sofreu traumatismo cranioencefálico. Após uma negativa inicial, Alexandre de Moraes autorizou a realização de exames no hospital DF Star. Os laudos apontaram uma leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, sem indicação de necessidade de intervenção cirúrgica.

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Apesar disso, Medeiros ressaltou que a defesa e aliados políticos de Bolsonaro estão mobilizados para obter a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. Segundo ele, os pedidos vêm sendo negados por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o que, na avaliação do parlamentar, reforça o cenário de endurecimento e falta de sensibilidade diante da situação do ex-presidente.

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