A vereadora por Cuiabá Edna Sampaio (PT) rebateu as acusações feitas dos vereadores Wilson Kero Kero (PMB) e Rogério Varanda (PSDB), respectivamente presidente e relator da comissão processante, nesta quinta-feira (02). Para os vereadores, a parlamentar quer tumultuar as investigações e ameaçaram representar contra a vereadora com o pedido de cassação do mandato da vereadora pela sua conduta.
Edna foi duramente criticada pela maioria dos colegas, durante a realização da sessão ordinária, poucos dias após anunciar sua saída da comissão processante que investiga possíveis condutas irregulares na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Edna estava na condição de “membro” da comissão.
Em resposta, Edna Sampaio se defendeu das acusações dizendo que os vereadores Rogério Varanda e Wilson Kero Kero estão articulando para anular a comissão processante, evitando assim que o prefeito Emanuel Pinheiro seja investigado.
“Meus colegas estavam com uma estratégia de conduzir essa comissão, ao arrepio da lei, para gerar nulidade a ela. Todas as reuniões da comissão estão gravadas, e a minha justificativa para sair da comissão foram registradas com documentos. E agora estão esperneando, porque fizeram armadilha, uma situação de gerar nulidade no processo e querem me responsabilizar por isso. Quando na verdade é a própria condução da comissão que tem gerado os elementos para a discussão da nulidade. Antes que isso aconteça, estou denunciando o que está acontecendo aqui. É a base do prefeito Emanuel e a oposição falando a mesma coisa. Antes os dois achavam que eu não deveria ficar na comissão, agora eu não posso sair da comissão”, esclarece Edna.
Questionada sobre os motivos que fizeram com que ela deixasse a comissão, Sampaio disse que as investigações não avançam, por falta de planejamento.
“Eu vi uma falta de estratégia na condução do processo. Mandei três ofícios para a presidência da comissão para que definisse um local próprio para a comissão funcionar, uma assessoria jurídica própria e definisse uma secretaria executiva. Que a comissão estabelecesse um calendário de atividades, a partir da notificação do prefeito, com datas e dias para funcionar. E definisse um planejamento para conduzir essa comissão. Como é que uma comissão que tem um papel de acusação tão grave, de um prefeito que foi eleito, não se organiza para fazer essa investigação de forma séria? Fica fazendo reunião para fazer registro, e nada mais”.
A petista afirma que não vai ser usada para que os vereadores mintam para a população. “Não vou participar desse espetáculo […] se toda a população e todas aquelas pessoas que acompanham a política sabem muito bem do que estou falando. Agora, não vão me usar para livrar a cara deles. Não vão”. Finaliza.






















