A futura secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio, fez um alerta sobre a grave situação enfrentada pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após uma inspeção realizada nesta quinta-feira (12), Lúcia classificou o cenário como “caótico” e afirmou que será necessária uma mobilização de grande escala para resolver os problemas.
“Não sei se é uma saída, porque eu não tenho imagem. A situação é caótica, a gente vai ter que entrar com um exército para ver a situação porque há muitos pontos em desacordo com o ideal”, disse durante uma visita ao HMC, que hoje opera com 110% de sua capacidade.
Um dos problemas mais preocupantes, segundo a futura secretária, é a falta de retaguarda no atendimento. Ela destacou que pacientes que chegam às UPAs recebem o primeiro atendimento, mas permanecem ali por tempo excessivo, o que sobrecarrega o sistema.
“Uma porta. A porta está sem retaguarda. Quando chega o paciente, ele é atendido, o problema é que ele fica lá por muito tempo, mais do que a UPA se comporta. A gente tem que arrumar essa retaguarda direitinho para que o paciente tenha destino, ele não pode ficar lá por muito tempo”, explicou Lúcia.
Diante desse cenário, uma reunião entre autoridades de Cuiabá e Várzea Grande está agendada para a próxima segunda-feira (16). O encontro contará com a presença dos prefeitos atuais, Emanuel Pinheiro (Cuiabá) e Kalil Baracat (Várzea Grande), ambos do MDB, além dos prefeitos eleitos, Abilio Brunini e Flávia Moretti, ambos do PL. A pauta principal será a busca por soluções conjuntas para a crise na saúde pública.
A lotação no HMC e a espera prolongada nas UPAs refletem um quadro de fragilidade no sistema de saúde da capital, que agora terá uma nova heroína como protagonista na missão de enfrentar e resolver esses desafios.





















