O governador Mauro Mendes (União) se posicionou contrário a uma nova intervenção do Estado na saúde de Cuiabá. Na avaliação do governador, é necessário que a nova gestão em Cuiabá, a ser conduzida a partir de 1º de janeiro de 2025 pelo prefeito eleito Abilio Brunini, tenha autonomia para conduzir as políticas públicas necessárias ao setor.
“Na minha opinião não tem o menor sentido uma intervenção faltando pouco mais de 15 dias para a posse. E não sou eu que decreto intervenção. É o Ministério Público que
pede e o Poder Judiciário que decreta. Eu não falo por eles”.
A Secretaria Municipal de Saúde permaneceu sob intervenção do Estado no período de 15 de março a 31 de dezembro de 2023.
A intervenção ocorreu a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e foi aprovada pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça.
A possibilidade de uma nova intervenção foi levantada pelo Ministério Público Estadual em razão de problemas como falta de atendimento em unidades de saúde do Município.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) teme um colapso na saúde pública e cobra por ações do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Segundo Mendes, a Capital recebe do Estado e da União para atender as demandas do interior.
“O caos na saúde está configurado. E Cuiabá recebe dinheiro do Estado e da União para prestar serviço como gestão plena com o interior. Não pode, se você recebe um dinheiro para prestar um serviço, você está reclamando para prestar esse serviço. Eu fui prefeito de Cuiabá. Cuiabá recebe dinheiro do Estado e da União para atender o interior”, pontuou o governador.






















