Às vésperas do segundo turno em Cuiabá, o senador Jayme Campos (União) lançou uma reflexão carregada de crítica velada e revelou a sua torcida pela vitória do candidato a prefeito do PT, Lúdio Cabral. Jayme, cacique da velha política mato-grossense, não declarou apoio a nenhum dos candidatos, mas deixou claro seu desejo de ver a capital guiada por alguém que seja “mais que um falastrão”. Na prática, o senador, que saiu derrota na eleição em Várzea Grande, seu reduto eleitoral, mandou uma indireta para o candidato a prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL)
Em entrevista, Jayme revelou que seu partido, o União Brasil, liberou seus membros para apoiarem quem julgarem melhor, depois de ele próprio ter dado essa sugestão ao governador Mauro Mendes. Mendes e o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, escolheram apoiar o deputado federal Abílio Brunini. Jayme, no entanto, optou por não seguir o mesmo caminho. Esse distanciamento de Jayme traz à tona as tensões que têm permeado o União Brasil e seus aliados desde a derrota de Botelho e do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB). A preocupação de Jayme é que com a derrota de Botelho e seu pupilo, Kalil, seu projeto de ser candidato à reeleição praticamente naufragou.





















