A senadora Margareth Buzetti (PSD) vem sendo pressionada pelo titular do mandato, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para dar espaço para o segundo suplente, o emedebista José Lacerda. Apesar do pressão, Buzetti declarou que pretende licenciar somente no final do mandato, em 2026.
Ao contrário do que dizem pessoas ligadas a Fávaro, a senadora nega que tenha assumido acordo, com data, para abrir espaço ao segundo suplente. ‘Quando assumiu o mandato de senadora eu deixei claro para o senador Carlos Fávaro que abriria espaço, mas não foi definido uma data. Quem falar que existe está mentido”, disse a senadora em entrevista para o Jornal A Gazeta. “Comigo vai ser mais para o final do mandato”, completou Buzetti ao se referir a deixar o mandato para Lacerda.
Alegando que o rodízio pode comprometer o andamento dos seus projetos no Senado, Margaret cria um problema político para Fávaro com Lacerda e com o MDB. A família Lacerda é uma das principais apoiadoras do ministro e José Lacerda é pai de Irajá Lacerda, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e braço direito de Fávaro.
A queda de braço de Fávaro e Buzetti teve início quando o ministro exigiu que a suplente, que apoiou à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atuasse no Senado na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Empresária e bolsonarista de carterinha, Buzetti foi criticada pelo setor produtivo de Mato Grosso, mas vem tentando manter independência com relação ao Governo do PT no Senado.
As diferenças políticas com Fávaro não se restringe ao apoio ao governo petista, mas também ao fato de Margareth ser ligada ao governador Mauro Mendes (UB), que é desafeto do cacique do PSD em Mato Grosso.
O governador foi o principal cabo eleitoral na campanha de Fávaro ao Senado. Após as eleições suplementares de 2020, Fávaro e Mauro romperam e atualmente o ministro vem trabalhando para derrotar o grupo do governador nas eleições municipais do próximo ano e na eleições de 2026.






















