O presidente eleito da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), anunciou que a Casa já encaminhou uma defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a antecipação da eleição para a nova Mesa Diretora, realizada em agosto. O pleito foi adiantado em um mês em relação à data prevista no regimento interno da Assembleia, que determina que as eleições para a Mesa ocorressem em setembro. A mudança, segundo os parlamentares, teve como objetivo evitar interferências nas eleições municipais, já que quatro deputados estavam envolvidos nas disputas para prefeituras.
Russi afirmou que, neste momento, a Assembleia aguarda o julgamento do STF, que decidirá sobre a legalidade da antecipação. “Isso está no Supremo, não foi dada a liminar, e deverá ter esse julgamento nos próximos meses. É difícil precisar uma data, porque é o Supremo que vai marcar. A Assembleia já foi notificada e já respondeu ao que entende ser o seu direito. Agora, vamos esperar que o julgamento seja agendado”, explicou durante entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (13).
A Procuradoria Geral da República (PGR) questiona a alteração no regimento interno em diversas Casas Legislativas do país, incluindo Mato Grosso, por considerar que a mudança poderia ter sido feita de forma irregular. De acordo com a PGR, a antecipação do processo eleitoral para a Mesa Diretora fere a legalidade do regimento.
Caso o STF determine a realização de uma nova eleição, Max Russi já se posicionou de forma cautelosa, afirmando que a tendência é a de manutenção da chapa eleita em agosto. “A tendência, pelo menos ouvindo os parlamentares, é que a composição da chapa seja mantida, caso seja determinada uma nova eleição. Votamos há dois meses e não vejo motivo para nenhuma alteração”, disse o presidente da Assembleia.
O tema tem gerado divergências entre os parlamentares. Alguns defendem a realização de uma nova eleição, independentemente da decisão do STF, alegando que a antecipação da eleição para a Mesa Diretora fere o regimento e não reflete o desejo legítimo de todos os deputados. Porém, para Max Russi, o mais importante é aguardar a decisão da Suprema Corte antes de tomar qualquer providência.






















