O candidato a prefeito de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, conseguiu ser liberado da cadeia, em 2005, após entregar a Polícia Federal à atuação de dois comparsas que atuavam em Cuiabá em fraudes bancárias a partir da Internet. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (27).
Marçal foi condenado por furto após envolvimento com uma quadrilha que realizava fraude bancária. Porém, o processo prescreveu enquanto tramitava em segunda instância no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A investigação da PF afirma que, além de fazer a manutenção dos computadores da quadrilha, Marçal operava um programa responsável por captar emails para os quais seriam enviados spams. Por meio desses últimos, a quadrilha colhia dados das contas bancárias das vítimas.
O jornal revelou tudo sobre a prisão de Marçal em 2005 e o processo até sua condenação por furto em 2010. A investigação da PF apontou que Marçal sabia do esquema de fraude bancária e atuava selecionando endereços de e-mails de possíveis vítimas. Apesar de todas as provas, Marçal sempre negou conhecimento sobre o esquema e dizia que atuava fazendo manutenção de computadores. Além de desmontar a versão dele, o relatório da PF cita a colaboração de Marçal na apuração do caso.
Conforme a reportagem, um ofício da PF datado de 2 de setembro de 2005 pediu a soltura de Marçal após ele revelar aos investigadores informações sobre pessoas envolvidas no esquema. O documento, que citou esse e outros fatos sobre o caso, afirma que “não se faz mais necessária a manutenção de sua prisão temporária”. No dia seguinte, a Justiça determinou a soltura imediata dele, enquanto manteve outros suspeitos presos. Marçal havia sido preso provisoriamente no dia 31 de agosto, segundo dados do processo.






















