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Tiro pelas costas

Paccola tenta barrar júri popular por matar agente

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O ex-vereador Marcos Paccola questiona a decisão da Justiça em remetê-lo a júri popular pela morte do agente sócioeducativo Alexandre Miyagawa. A defesa conduzida pelo advogado Ricardo Monteiro Alves ingressou com recurso em sentido estrito que será analisado, inicialmente, pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri, o mesmo que concluiu pela existência de provas concretas de que houve o crime de homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar.

Se for aceita a tese de legítima defesa, a punição seria afastada pelo Judiciário. Ainda é solicitada a reprodução simulada do fato, pois é argumentado que as imagens das câmeras não esclarecem o que realmente teria acontecido.

Entretanto, na decisão que o encaminhou ao Júri Popular, o juiz ressaltou que o depoimento do delegado Hercules Batista Gonçalves, que conduziu as investigações na Polícia Civil, afirma não haver dúvidas de que o caso se trata de homicídio e que a vítima, Alexandre, não teve nenhuma chance de defesa, contradizendo, inclusive, a alegação de Paccola, de que o agente teria girado o corpo em sua direção.

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