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Fraude em Contrato

Irmão e sobrinho de primeira-dama são alvos de operação da PF

Foto: Secom Cbá

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Miasma, para o cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso, Amazonas, Tocantins e Distrito Federal. A principal suspeita é que a Prefeitura de Cuiabá contratou um serviço de software pelo valor de R$ 15 milhões para ser utilizado na Secretaria Municipal de Saúde. Porém, jamais fez uso, o que gera a suspeita de desvio de dinheiro.

A segunda investigação tem como objetivo aprofundar as apurações acerca da formalização e execução de contratos de locação de vans e ambulâncias pela Secretaria Municipal. As diligências investigativas evidenciaram que os veículos empregados na execução dos serviços não pertenciam à empresa contratada, que não possuía capacidade técnica para atender à contratação.

Dentre os veículos empregados na execução contratual, constatou-se a utilização de automóvel registrado em nome do pai de um dos servidores públicos responsáveis pela fiscalização contratual. O nome da operação, MIASMA, deriva do significado da palavra: “emanação que supostamente provocaria a contaminação de doenças infecciosas e epidêmicas”, fazendo alusão aos desvios cometidos pelo grupo criminoso, que repercutem no mau atendimento da saúde à população cuiabana e, por conseguinte, na proliferação de doenças.

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No transcorrer da operação policial, o irmão da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, Antônio Ernani Kuhn, foi preso em flagrante porque foi flagrado portando um revólver da marca Rossi calibre 22, sem a devida autorização. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Um sobrinho da primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro (PV), Ernani Rezende Kuhn, também é um dos investigados da Operação Miasma, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (28).

Além disso, Camila Nunes Guimarães Kuhn, casada com Ernani Kuhn, também está entre os investigados pela PF.

Eles foram alvos de mandados de busca e apreensão e são acusados de crimes de fraude à licitação e peculato em dois contratos de R$ 1,7 milhão da SMT Transportes e Veículos Especiais com a Secretaria de Saúde de Cuiabá.

O objeto do contrato é a prestação de serviços com fornecimento de ambulâncias e vans à Prefeitura de Cuiabá.

A gestão Emanuel Pinheiro, efetuou pagamentos acima dos previstos, já que pagou R$ 3,095 milhões à empresa, segundo relatório técnico elaborado pela Polícia Civil e encaminhado à PF.

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