O prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), foi condenado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso por abuso de poder político e econômico. A decisão, proferida pelo juiz Roger Augusto Bim Donega, da 40ª Zona Eleitoral, diz respeito à organização da “Expô Primavera 2024”, um evento que visava favorecer o vice-prefeito Ademir Góes (União) durante as eleições eleições deste.
A condenação tornou Bortolin inelegível por um período de oito anos, além de cassar o registro de candidatura de Góes, que não obteve sucesso nas urnas. A ação foi movida pelo prefeito eleito Sérgio Machnic (PL), que denunciou o uso de mais de R$ 2 milhões em recursos públicos para promover a candidatura de seu adversário. Essa manobra foi vista como uma clara tentativa de manipulação do processo eleitoral, levantando questões sérias sobre a ética na administração pública.
O desfecho desse caso acende um alerta sobre os limites do uso de recursos públicos em campanhas eleitorais e a necessidade de um olhar atento sobre a conduta dos gestores. Embora a decisão possa ser contestada em recurso, o impacto já é palpável. A ação de Machnic reflete um movimento de vigilância e contestação que se intensifica na política local.
Enquanto o cenário eleitoral em Primavera do Leste se reconfigura, a questão que permanece é: quais serão as repercussões dessa condenação para a administração pública e para a confiança dos cidadãos nas instituições? A história política da cidade pode estar em um ponto de inflexão, e os desdobramentos prometem ser intensos. Em tempos em que a ética na política é cada vez mais debatida, esse caso serve como um lembrete da importância de responsabilizar aqueles que tentam ultrapassar os limites da legalidade.






















