O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (União), vem sendo pressionado pelo PSD, partido liderado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para definir seu futuro partidário ainda este ano. Botelho deve deixar o União para ser candidato a prefeito de Cuiabá nas eleições de 2024.
Apesar da pressão, Botelho ainda aguarda um posicionamento do governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, sobre quem será o candidato do partido a prefeito da Capital. Mesmo Mauro preferido o atual secretário da Casa Civil, deputado federal Fabio Garcia, como o representante do União na disputa em Cuiabá, Botelho ainda tem uma esperança de reverter a situação usando o argumento que está na frente de Garcia nas pesquisas de intenções de voto.
O imbróglio político deve se arrastar até o final de janeiro, uma vez que o governador não demonstrar interesse de oficializar o nome do candidato do União este ano como era previsto por Botelho. Mauro está tentando ganhar tempo para evitar a saída do presidente da Assembleia do partido e até lá convencer Botelho a recuar e apoiar Fabio Garcia, que além de aliado político é seu amigo e conta com o apoio da primeira-dama Virginia Mendes (União).
Dentro do União o clima é de racha e de descontentamento com a demora na definição sobre o destino de Botelho. O senador Jayme Campos e seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos, já manifestaram publicamente que apoiam Botelho e podem deixar o partido para acompanhá-lo no PSD. Outro que também ameaça deixar o partido de Mauro Mendes é o deputado estadual Dilmar Dal Bosco. Além de apoiar Botelho, Dilmar estaria descontente com os rumos do União em Sinop, cidade conde reside.
Diferente dos Campos, Dilmar estuda a possibilidade de filiar no PRD, partido recém-criado após a fusão do PTB com o Patriotas. Seu irmão, o ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco já foi anunciado com o possível presidente do PRD de Mato Grosso.





















