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ALINHAMENTO BOLSONARISTA

Reuniões em Brasília reforçam Medeiros e Mauro ao Senado

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Cumprindo a tendência de composição nacional que deve fazer caminharem juntos União Brasil e PL em boa parte dos estados brasileiros, encontros de líderes partidários nacionais e mato-grossenses, em Brasília, nesta semana, serviram para encaminhar alguns passos a mais uma chapa com dois nomes fortes ao Senado Federal: o do atual deputado federal, José Medeiros (PL), e o do governador, Mauro Mendes (União), ambos com a benção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inegavelmente o maior influenciador de votos em solo mato-grossense.

O líder máximo da direita no país tem priorizado o Senado como campo estratégico para enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). A prioridade do ex-presidente é eleger senadores que exerçam o controle dos freios e contrapesos da República, hoje, segundo sua análise, desequilibrados diante de flagrantes superpoderes do Poder Judiciário e excessos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

Já em relação à candidatura ao Governo do Estado, o senador Wellington Fagundes (PL) tem apoio de setores tradicionais do partido, mas enfrenta resistência da ala mais radical do bolsonarismo mato-grossense, que ainda não tem plena confiança de abraçar Fagundes, em virtude do seu histórico na centro-esquerda, embora o veterano tenha se esforçado e cumprido à risca uma rotina de defesa das pautas conservadoras no Congresso Nacional, desde que Bolsonaro desembarcou no seu partido.

Enquanto Wellington ainda não encontra meios de cair nos braços do povo da direita, uma alternativa ao seu projeto também é discutida e com condições de abrir mais espaço ao AGRO com o ex-senador Cidinho Santos (PP), já que Wellington igualmente não representa propriamente um nome do setor. Cidinho, que conta com toda confiança de Mauro, tem participado das articulações, deixando claro que “pode, sim” assumir a cabeça da chapa caso o entendimento com Wellington não avance.

Nos bastidores, a avaliação é que a montagem da chapa em Mato Grosso será feita “na ponta dos dedos”, sob supervisão direta de Bolsonaro e do núcleo duro do PL nacional, como já citado com o objetivo principal de ampliar força no Alto Parlamento. Na contramão, o atual presidente Lula (PT) quebra a cabeça para tentar frear o ímpeto Bolsonarista e quer impedir que essa força “avacalhe com o STF”, conforme ele mesmo citou, nos últimos dias. Para tanto, o petista tem se aliado ao centrão em vários estados, fazendo concessões de espaço e até mesmo projetando apoios ocultos a candidatos que entrem na disputa unicamente com a estratégica de dividir a força eleitoral da direita.

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