Em entrevista ao programa Conexão Rural, o ex-secretário nacional de Políticas Agrícolas e ex-deputado federal por Mato Grosso, Neri Geller, criticou o ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) pela condução ao processo de compra de arroz chinês, posteriormente anulado por suspeita de superfaturamento. “Na ânsia de fazer média política, o ministro Fávaro insistiu nessa pauta, gerando toda a lambança que vimos”.
Em junho, o governo Lula anulou o leilão público responsável que compraria 263 mil toneladas de arroz, após suspeitas de superfaturamento. Por isso, Geller foi exonerado. A decisão foi tomada após as empresas arrematadoras do leilão apresentarem “fragilidades” para realizar a importação do alimento. A ideia do governo federal seria manter uma reserva de arroz temendo desabastecimento interno por conta da crise enfrentada no Rio Grande do Sul por efeito de devastação das chuvas. Na época foi anunciado que o objetivo do certame era evitar a alta nos preços do alimento.
“Desde o início das discussões, antes mesmo da enchente, não fui consultado pelo ministro Fávaro, o que deixou evidente um desnecessário ‘quezinho’ de ciumeira”, declarou Neri em entrevista ao programa Conexão Rural.
Geller ainda sinalizou que foi “fritado” pela cúpula do Palácio do Planalto. “O presidente Lula foi mal-informado. Desde o início, tanto minha posição quanto a do Ministério da Fazenda foi contrária à importação. Mas, na ânsia de fazer média política, o ministro Fávaro insistiu nessa pauta, gerando toda a lambança que vimos. Em uma reunião com o presidente Lula, ministros e técnicos do Ministério da Fazenda, deixei claro que o preço do arroz é globalizado e que o leilão geraria especulação, desequilíbrio e insegurança no fornecimento, sem impacto real na inflação”, destacou.





















