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Assembleia Legislativa

CPI consegue limitar ligações automatizados com propaganda em MT

Foto: LSiqueira - ALMT

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Está em vigor no Rio de Janeiro uma lei que proíbe a ligações e mensagens automatizadas de telemarketing, que tenham como foco a venda de produtos ou adesão a serviços. Em Mato Grosso, tramita na Assembleia Legislativa uma proposta parecida (PL 2029/2023), de autoria do deputado Digo Guimarães (Republicanos). A proposição foi elaborada com base nos resultados preliminares alcançados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel, presidida pelo parlamentar.

“Nossa proposta amplia a lei estadual que assegura o direito de privacidade da população [Lei 12.071/2023] contra o bombardeio de ligações inoportunas e indesejadas. No Brasil, há um site criado para que as pessoas não sejam perturbadas. Mas o que pudemos constatar, com as visitas que a Van da CPI da Telefonia fez a vários municípios, que mesmo com este cadastro as pessoas são incomodadas pelas empresas e isso precisa acabar”, pontua Guimarães.

O projeto apresentado por Diego obriga que as prestadoras do serviço telefônico fixo comutado e de telefonia e internet móvel, bem como as terceirizadas, operadoras de softwares, plataformas de programação utilizadas pelos serviços de telemarketing e equiparados, que atuam no contato ativo em todo Estado de Mato Grosso a manter atualizado o cadastro das pessoas que não desejam receber ligações oferecendo serviços sob pena de multa.

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Além disso, as empresas poderão ligar para as pessoas que não se opuseram ao oferecimento destes serviços em dias e horários determinados. Elas somente poderão fazer isso de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h às 17 e apenas uma ligação por dia. Chamadas aos sábados, domingos e feriados e fora destes horários ficam proibidas. O descumprimento das medidas que integram o projeto é passível de multa que vai de 5 a 50 Unidades Padrão Fiscal (UPFs).

Para o deputado, as ligações indesejadas são um problema enfrentado por uma grande parcela da população e atrapalham de forma significativa o cotidiano das pessoas. “Por isso, precisamos estabelecer limites para a ação destas empresas, criar mecanismos que protejam aqueles que não querem ser incomodados e assegurar a efetiva aplicação da legislação que protege a privacidade dos consumidores”, finalizou.

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