Os atrasos nas obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande continuam gerando impactos na mobilidade urbana e no comércio local. Com uma previsão inicial de entrega para outubro de 2023, o projeto enfrenta dificuldades no eixo Coxipó-Centro, onde os trabalhos sequer começaram.
As obras, que incluem 49 quilômetros de faixas exclusivas, 46 estações, três terminais, e 6 quilômetros de ciclovias e pistas de caminhada, foram planejadas para melhorar a mobilidade urbana nas duas cidades. O transporte será operado por 53 ônibus elétricos, com cinco linhas principais conectando diferentes eixos, como o CPA-Centro, Várzea Grande-Centro e Coxipó-Centro. No entanto, a execução enfrenta uma série de entraves.
O Secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, reconheceu os atrasos durante entrevista. Segundo ele, problemas políticos e contratuais contribuíram para o impasse inicial, mas destacou que as questões foram resolvidas. “No início pode ter perdido [prazo], mas depois que o conselheiro Sérgio Ricardo deu uma subliminar lá, liberando toda a obra da cidade de Cuiabá, nada impediria o consórcio de atuar diretamente,” afirmou.
Apesar disso, a obra ainda caminha lentamente. Várzea Grande, segundo o Secretário, está em fase de finalização de calçadas, sinalizações e drenagem. “Sempre que o consórcio não cumpre o cronograma físico-financeiro, ele é notificado. Já foram mais de 50 notificações,” ressaltou.
Marcelo Padeiro enfatizou que, embora o governo estadual esteja cobrando o cumprimento dos prazos, a conclusão do projeto deve ocorrer apenas em 2026. Um novo cronograma apresentado pelo consórcio BRT está sendo analisado, mas sem alterações de trajeto previstas. “É a intenção do governo ter essa obra concluída em 2026,” declarou.
O atraso prejudica não só os motoristas, motociclistas e pedestres que enfrentam dificuldades na mobilidade, mas também comerciantes, especialmente ao longo da Avenida CPA e Fernando Corrêa. Melhorias urbanísticas, como manutenção de calçadas, paisagismo e correções no sistema de acessibilidade, continuam pendentes.
Enquanto isso, a população aguarda por avanços que finalmente tirem o projeto do papel e aliviem os transtornos causados pelos atrasos no BRT.






















