O senador Jayme Campos (União) fez um discurso em tom de desabafo após ser derrotado na convenção do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30), que definiu o apoio da sigla à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. Na votação, a proposta de candidatura própria recebeu 19 votos favoráveis, enquanto 30 convencionais optaram pelo apoio à sigla contrária.
Ao iniciar a fala, Jayme afirmou que deixa a convenção de cabeça erguida e disse respeitar o resultado democrático, embora tenha classificado o processo como desigual.
“Estou aqui com a minha cabeça erguida, certo de participar de um processo democrático, que é o que todos nós queremos e pretendemos desse país, a sua plena democracia. Entretanto, eu nunca vi na minha vida, na minha história política, uma convenção que foi produzida de tal forma draconiana, desigual e desonesta. Mas eu entendo que Deus, na sua infinita vontade, decidiu que a maioria dos convencionais apoiasse essa possível composição com outra agremiação partidária, e eu respeito”, destacou.
O senador também afirmou que a disputa foi influenciada pelo poder econômico e pela estrutura do Estado, mas ressaltou que não pretende abrir mão de seus princípios.
“Permaneceu o famoso rolo compressor. Permaneceu, muitas vezes, o poder econômico, que eu não tinha para competir. Nada mais foi do que a força do poder do Estado. […] Jayme Campos jamais vai negociar; jamais vende a sua dignidade”, afirmou.
Jayme aproveitou para agradecer aos apoiadores, destacou a lealdade dos aliados durante o processo e afirmou que continuará na vida pública.
“Quero deixar a minha gratidão eterna a todos aqueles companheiros e companheiras que me incentivaram durante esse processo eleitoral. Serei grato eternamente. Faço política com humildade, com honra e sempre respeitando as pessoas deste Estado. Jamais esquecerei esse gesto de coragem, de grandeza. É assim que se faz política, com lealdade e amizade”, finalizou.

















