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Abilio denuncia rombo de R$ 2,4 bilhões em balanço ao TCE e diz que situação de Cuiabá é “catastrófica”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), denunciou ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), nesta terça-feira (9), um rombo bilionário nas contas da prefeitura e classificou a situação financeira da capital como “catastrófica”. Durante a prestação de contas referente aos primeiros seis meses de mandato, o gestor revelou que herdou uma dívida de R$ 2,4 bilhões da gestão anterior.

O número impressiona e é quase o dobro do que foi deixado por Mauro Mendes quando saiu da prefeitura em 2016 — à época, a dívida era de R$ 722 milhões. Segundo Abilio, o crescimento da dívida compromete severamente a capacidade de investimento e gestão dos serviços públicos. “É impossível administrar a cidade com essa realidade orçamentária. A Prefeitura está no vermelho e com a saúde fiscal absolutamente comprometida”, declarou.

De acordo com os dados apresentados, a dívida se divide entre R$ 1,6 bilhão em débitos de longo prazo, R$ 530 milhões em restos a pagar e outros R$ 249 milhões em retenções obrigatórias, como INSS e consignados. Os valores são significativamente maiores do que os registrados em 2016, quando os restos a pagar somavam R$ 62 milhões e as retenções, apenas R$ 13 milhões.

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O prefeito também criticou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, aprovada pela Câmara ainda na gestão passada, afirmando que ela foi “superestimada” e que não reflete a realidade da arrecadação municipal. “A peça orçamentária foi feita como se fosse um jogo de ficção. Ela não se sustenta frente aos números reais”, pontuou.

Abilio explicou ainda que, embora o decreto de calamidade financeira tenha sido encerrado no dia 3 de julho, a administração municipal seguirá adotando medidas de contenção pelos próximos dois anos. Entre as ações previstas estão revisão de contratos, cortes de gastos e reavaliação de cargos comissionados. “Nós encerramos o decreto, mas não a crise. Estamos em contenção permanente”, disse.

O relatório apresentado ao TCE foi acompanhado por conselheiros e técnicos do órgão de controle, que prometem analisar com rigor os dados. O presidente do Tribunal, Guilherme Maluf, declarou que o TCE acompanhará de perto os desdobramentos para garantir a responsabilidade fiscal.

A prestação de contas, apesar do caráter técnico, teve forte impacto político. Até o momento, a gestão anterior, comandada por Emanuel Pinheiro (MDB), não se manifestou sobre as acusações. Nos bastidores, aliados do ex-prefeito afirmam que haverá resposta oficial nos próximos dias.

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Enquanto isso, os reflexos do desequilíbrio fiscal seguem afetando o dia a dia da população cuiabana. Obras paralisadas, atrasos em pagamentos a fornecedores e dificuldades na manutenção de serviços básicos, enquanto a atual gestão tenta reorganizar as contas e conter o desgaste.

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