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DESIGUALDADE NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE

Maysa Leão detona saúde de Cuiabá e expõe desigualdade no atendimento

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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou a situação da saúde pública em Cuiabá e apontou desigualdade no acesso aos serviços, destacando que parte dos parlamentares não utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS). As declarações foram feitas durante entrevista concedida nesta terça-feira (05), em meio a denúncias e reclamações envolvendo o atendimento no Centro Médico Infantil (CMI) e a estrutura da rede pública.

Ao ser questionada sobre a saúde pública do município, Maysa ressaltou que a realidade enfrentada pela população é diferente daquela vivenciada por quem possui plano de saúde. Além disso, destacou que independente da gestão nova ou antiga na Prefeitura, nada foi alterado positivamente e as reclamações seguem persistindo.

“É muito fácil a gente ver a dor do outro e relativizar. Eu poderia dizer que a saúde de Cuiabá é maravilhosa, porque eu sou atendida no PA da Unimed, sou atendida no Hospital Santa Rosa, no São Mateus. Quando você entra no antigo pronto-socorro, que eu já fiscalizei junto com o vereador de Dilemário, não mudou nada. Então, se a gente se indignava há dois anos atrás, há quatro anos atrás, a gente precisa continuar se indignando, porque não melhorou. Pelo contrário, piorou”, destacou.

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A vereadora também relatou problemas no atendimento do CMI, com denúncias de demora e falta de estrutura para pacientes.

“Ali atrás do CMI, muitas mães têm relatado que elas chegam no CMI, que é lindo, maravilhoso, mas também tem infiltração, muitos problemas acontecendo, atendimentos de crianças demorando oito, seis horas. Muitas vezes sem uma água, uma alimentação. Então, imagina uma criança que chega debilitada num lugar que é muito bonito, que ficou maravilhoso, que sempre vou aplaudir aquilo que é bom, mas ela fica sentada ali durante seis horas com febre e sem acesso à alimentação. Isso não aconteceu uma, duas vezes. Isso aconteceu diversas vezes”, afirmou.

Por fim, a parlamentar afirmou que acionou a antiga secretária de Saúde, Danielle Carmona, para verificar a situação e reforçou que as críticas têm como objetivo cobrar melhorias no atendimento à população e não atingir o prefeito, Abilio Brunini (PL).

“Eu acionei a então secretária Danielle Carmona, na época, pra ir até lá, e aí conseguiu resolver o problema do atendimento. Depois que essa criança é atendida lá, ela é internada ali atrás, na ‘sucursal do inferno’. Porque olhar o antigo pronto-socorro e dizer que é bonito, que tá bem, que é aceitável, é negar a realidade. Então, quando eu faço uma crítica, não é pra criticar o prefeito Abílio. É pra continuar fazendo um trabalho com coerência, como eu sempre fiz”, finalizou.

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