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DEFESA AGRÍCOLA

Custo dos insumos e acesso ao crédito marcam 13°Congresso Brasileiro de Fertilizantes acompanhado pela Aprosoja MT

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio da Comissão de Defesa Agrícola, acompanhou o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado em 25 de agosto de 2026, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. Promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o encontro teve como tema “O futuro dos fertilizantes: inovação para uma agricultura mais eficiente” e colocou o insumo no centro das agendas de segurança alimentar e soberania econômica.

Já na abertura, foi anunciado o direcionamento de R$4 bilhões ao setor na terceira etapa do programa Brasil Soberano. O valor integra um pacote de R$18,5 bilhões voltado a áreas afetadas por tensões comerciais, tarifas norte-americanas e crises geopolíticas, com apoio previsto por meio de financiamento e capital de giro, incluindo participação do BNDES.

O diagnóstico apresentado no primeiro painel foi direto: ampliar a produção nacional, isoladamente, não resolve o problema. Ao lado de novos investimentos industriais, os debatedores apontaram a necessidade de melhorar a eficiência no uso dos nutrientes e de estruturar estratégias de longo prazo diante das oscilações do mercado internacional. Foram citados o fechamento de fábricas no país nos últimos cinco anos, os riscos logísticos associados à disputa entre China e Estados Unidos e a possibilidade de ampliar relações com países asiáticos para diversificar fontes de fornecimento.

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O segundo painel trouxe o debate para a realidade financeira do campo. Juros elevados, endividamento, clima, câmbio, alta no custo dos insumos e restrições de crédito formam um conjunto que torna o planejamento da compra de fertilizantes decisivo. Foram registrados o crescimento da área plantada de soja e algodão em Mato Grosso e a percepção de que, em 2027, a demanda poderá superar a oferta.

O acesso ao crédito apareceu como um dos principais desafios, sobretudo para pequenos produtores, e a redução de doses de fósforo em algumas áreas poderá exigir reposição na próxima safra. As condições de mercado, segundo os participantes, precisam ser analisadas por região dentro do estado.

A reindustrialização e a descarbonização foram apresentadas como eixos para ampliar a capacidade produtiva brasileira e posicionar o país nas cadeias globais de menor intensidade de carbono. No encerramento, o jornalista William Waack tratou dos reflexos do cenário político e econômico nacional sobre o agronegócio e da importância da representação política para que as demandas do setor cheguem às instâncias de decisão.

No campo regulatório, o PLP 114/2026, discutido durante a abertura, foi sancionado dois dias depois e convertido na Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026. O texto afasta a cobrança do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), entre 2027 e 2031, para mercadorias destinadas a projetos aprovados no programa de desenvolvimento da indústria de fertilizantes. Sobre o Profert, foram debatidas medidas para reduzir a dependência externa de nitrogenados, com destaque para os entraves ligados à oferta e à competitividade do gás natural.

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A participação da Aprosoja MT no encontro integra o acompanhamento das pautas que impactam diretamente o custo de produção em Mato Grosso. Fertilizantes estão entre as maiores despesas das lavouras de soja e milho no estado, e a dependência externa expõe o produtor mato-grossense ao câmbio, aos gargalos logísticos e às instabilidades do mercado internacional.

A leitura levada do congresso é que essa dependência não se resolve no curto prazo, o que reforça a importância do planejamento antecipado da compra de insumos e do acompanhamento constante das condições de crédito e de comercialização.

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