Em Santa Catarina, o mercado também seguiu estável e com baixa movimentação. Em Rio do Sul, a saca permaneceu em R$ 128,00, enquanto em Palma Sola recuou para R$ 123,00. No porto de São Francisco do Sul, a soja foi cotada a R$ 140,82.
No Paraná, os preços apresentaram poucas variações. Em Paranaguá, a saca foi negociada a R$ 142,73 (+0,09%), em Cascavel a R$ 131,23 (+1,16%) e em Maringá a R$ 133,69 (+2,08%). Já em Ponta Grossa, o preço FOB foi de R$ 132,96 (+1,00%) e no balcão R$ 120,00. Em Pato Branco, o valor ficou em R$ 123,92.
Safra começa com otimismo no Centro-Oeste, mas custos trazem cautela
No Mato Grosso do Sul, o início da safra é acompanhado de otimismo, mas os custos de produção mantêm a cautela entre os produtores. No mercado físico, a soja se manteve firme em praças importantes: Dourados e Campo Grande registraram R$ 123,92 por saca, Maracaju R$ 124,71, Chapadão do Sul R$ 121,99 e Sidrolândia R$ 126,15.
Já no Mato Grosso, houve avanço nas cotações, impulsionado pela expectativa de chuvas. Em Campo Verde, a soja foi cotada a R$ 123,50, mesma referência observada em Rondonópolis e Primavera do Leste (R$ 123,49). Em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, os preços ficaram em R$ 123,00 (+1,78%).
Chicago volta a subir com apoio do óleo e expectativas políticas
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de soja retomaram valorização nesta terça-feira (16), após perdas na sessão anterior. Por volta das 7h15 (horário de Brasília), os ganhos variavam entre 3,50 e 3,75 pontos, levando o contrato de janeiro a US$ 10,65 e o de maio a US$ 10,93 por bushel. O julho superava a marca dos US$ 11,00, sendo cotado a US$ 11,03.
O movimento refletiu ajustes após realização de lucros, mas também a expectativa pela conversa entre Donald Trump e Xi Jinping marcada para sexta-feira (19), além de reuniões bilaterais realizadas nesta semana na Espanha.
Outro fator de sustentação veio dos futuros do óleo de soja, que subiam mais de 1% na CBOT, fortalecendo o grão. Paralelamente, o mercado segue atento ao clima no Brasil, onde o plantio ainda é incipiente e depende de chuvas mais consistentes esperadas para a segunda quinzena de setembro.
Realização de lucros limita ganhos e relatórios sustentam fundamentos
Na sessão anterior, segunda-feira (15), a soja havia encerrado o dia em leve queda na CBOT, pressionada pela realização de lucros. O contrato de novembro recuou 0,36% (-3,50 cents/bushel), para US$ 1.042,75, enquanto o de janeiro caiu 0,35% (-3,50 cents/bushel), a US$ 1.061,75.
No farelo, o contrato de outubro registrou queda de 0,83% (-US$ 2,40/ton curta), a US$ 285,20, enquanto o óleo de soja para outubro subiu 0,17% (+US$ 0,09/libra-peso), a US$ 51,76.
Apesar do fechamento negativo, os relatórios deram suporte ao mercado. O USDA apontou embarques semanais acima do esperado, 72% superiores ao da semana anterior. Além disso, a NOPA indicou esmagamento de soja em agosto acima das previsões, reforçando a demanda doméstica nos Estados Unidos.
Por outro lado, a ausência de novas compras da safra norte-americana pela China gera cautela. Mesmo após recentes encontros diplomáticos, não houve avanço nas negociações agrícolas, o que mantém os investidores atentos.
De acordo com analistas, a combinação de lucros realizados por fundos e incertezas comerciais limita o avanço das cotações, apesar de fundamentos de demanda sólidos. O foco agora se volta para os próximos relatórios do USDA e possíveis movimentações da China no curto prazo.






















