O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, afirmou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve cumprir a decisão judicial. Esta decisão determinou uma nova votação do veto ao Reajuste Geral Anual (RGA) de 6,8% dos servidores do Judiciário. A declaração foi dada durante entrevista na manhã desta quarta-feira (09).
A decisão que determinou a nova votação é do desembargador Márcio Vidal, relator do processo. Em sua determinação, o veto do ex-governador, Mauro Mendes (União), deve ser apreciado novamente pelos deputados na Sessão Ordinária da ALMT desta quarta (09), mas, dessa vez, em votação aberta e nominal.
Segundo Rosenwal, o sindicato acionou o desembargador após identificar que o veto não constava na pauta publicada pela Assembleia. Para ele, a ausência seria uma tentativa de adiar a votação para depois das eleições.
“A Assembleia Legislativa vem tentando usar uma artimanha para que não seja votado antes das eleições o veto que o governador manteve, que é o veto contra os aumentos do salário do servidor do Judiciário. Tendo conhecimento disso, o nosso sindicato buscou, junto ao desembargador relator, informando inclusive que a pauta publicada da Assembleia não se encontrava derrubada do veto. Ou seja, o desembargador relator determinou que, imediatamente, coloque-se em pauta e analise o veto”, ressaltou.
O presidente aproveitou para destacar que a categoria não defende uma decisão específica dos parlamentares sobre o veto, mas cobra que a votação seja realizada de forma aberta e nominal. Rosenwal também lembrou que o fim do voto secreto seria uma conquista dos servidores do Judiciário.
“O judiciário não está aqui dizendo para votar sim ou não; ele quer que seja aberto. Além do mais, deixar muito bem claro ao povo de Mato Grosso que, na Assembleia, nunca mais terá voto secreto. Isso é uma conquista dos servidores do Judiciário, porque voto secreto cheira maracutaia, cheira coisas ilegais, e nós, que votamos nos deputados, queremos saber o voto dele”, declarou.
Além disso, afirmou que os servidores estão mobilizados para cobrar o cumprimento da determinação judicial. Segundo ele, o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), já estaria sujeito a uma multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento da decisão.
“Essa é uma das razões que nós estamos aqui, todos unidos, para que a justiça de Mato Grosso seja respeitada e que se cumpra a ordem judicial. Tem que entrar, ele tem que colocar. Uma que o presidente já está correndo em multa de 50 mil reais por dia, e não é a multa para a Assembleia, a multa é para o presidente. Ordem judicial não se discute, tem que se cumprir. A justiça tarda, mas ela não falha”, finalizou.




















