A eleição para a nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), realizada nesta quarta-feira (16), foi suspensa após uma decisão da desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A determinação ocorreu enquanto o processo de votação já estava em andamento.
A decisão determinou que, caso a Justiça de primeira instância não analisasse o pedido apresentado pelo município de Nova Xavantina antes do início da votação, os atos eleitorais deveriam ser suspensos temporariamente, inclusive impedindo, conforme o estágio do processo, a apuração, proclamação, homologação ou produção dos efeitos do resultado.
O presidente da Comissão Eleitoral e prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, afirmou que a determinação foi cumprida imediatamente após o recebimento da liminar. Segundo ele, os votos já depositados foram preservados e a comissão aguarda uma nova manifestação da Justiça para definir a continuidade do processo.
“Recebemos aqui o despacho, em que a desembargadora suspendia a eleição para que houvesse a decisão judicial. Então, nós imediatamente, assim que recebemos a liminar, nós já suspendemos, preservamos ali toda a urna, preservamos todos os votos já colhidos, fizemos a suspensão e estamos agora aguardando a decisão para que a gente possa continuar”, afirmou.
A eleição foi convocada para escolher a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da AMM para o mandato de 2027 a 2029. O edital previa votação presencial, direta e secreta, com um voto para cada município associado apto. Questionado sobre os motivos que levaram ao pedido de suspensão, Alexandre afirmou não ter conhecimento do conteúdo completo dos autos e disse que, segundo o que acompanhou no processo eleitoral, os prazos e procedimentos previstos haviam sido cumpridos.
“Na verdade, eu não sei o teor dos autos. Alega-se que há uma incompatibilidade de datas, mas eu particularmente não vi nada disso. Todos os ritos, documentos e prazos que foram devidamente pré-estabelecidos dentro do quadro eleitoral foram cumpridos. Aquilo que nós temos conhecimento do cumprimento dos ritos e da liturgia inerente ao processo eleitoral. Eu sinceramente não tomei conhecimento daquilo que ele coloca para poder fazer essa solicitação”, finalizou.
A suspensão ocorreu em uma eleição com chapa única, encabeçada por Hemerson Lourenço Maximo, ex-prefeito de Colíder, candidato ao cargo de diretor-presidente. Até a decisão sobre a continuidade do processo, a Comissão Eleitoral mantém os votos já registrados preservados e aguarda a manifestação da Justiça para definir os próximos passos.




















