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DISPUTA INTERNA

Julio Campos critica “autoritarismo” de Mauro e defende que convenção decida candidatura ao Governo

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Na manhã desta quarta-feira (17), o deputado estadual Julio Campos (União) comentou o cenário interno atual do União Brasil e defendeu que as definições sobre as candidaturas sejam tomadas democraticamente durante a convenção partidária. Campos também aproveitou para criticar a postura do ex-governador e presidente do partido, Mauro Mendes, a quem acusa de agir de forma autoritária dentro da legenda.

Ao falar sobre a disputa por vagas, Julio afirmou que nenhum nome está definido antecipadamente e que qualquer filiado tem o direito de apresentar sua candidatura para apreciação dos demais membros do grupo.

“Você é filiado no União Brasil, apresenta seu nome para disputar o Senado. Nós vamos ter dois candidatos ao Senado dentro do partido. O Mauro Mendes e você. E os cinquenta e dois votantes vão escolher. Então, não está certa a candidatura de Jayme Campos, porque depende da convenção”, afirmou.

O deputado também rebateu a classificação de Mauro Mendes como um “cacique” partidário e afirmou que o problema, na sua avaliação, seria uma condução excessivamente “ditatorial” nas decisões internas.

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“Não é que é cacique, é autoritarismo. Maneira ditatorial de querer achar que é dono de tudo. Nós sempre fomos democráticos. A discussão é entre os membros do partido; fazíamos encontros regionais para pesquisar lá na base quem eram os candidatos. Toda vez nós discutimos. “A pré-candidatura tem que ser natural, não pode ser imposta”, declarou.

Campos destacou ainda que a escolha final será feita por meio de votação secreta durante a convenção partidária e afirmou que o grupo político ligado ao senador Jayme Campos (União) trabalha para conquistar a maioria entre os 52 convencionais aptos a votar.

“A votação é secreta. Dos cinquenta e dois votantes, alguém vai ter que ter a maioria absoluta de pelo menos um voto. Nós estamos trabalhando os convencionais e temos a garantia de que querem o Jayme Campos candidato a governador. Nós temos que ter a maioria dos cinquenta e dois”, concluiu.

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