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INFIDELIDADE PARTIDÁRIA?

Júlio Campos diz que não votará em Pivetta e declara apoio a Wellington Fagundes

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O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou, durante coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (12), no retorno das atividades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que manterá uma postura independente em relação ao governo e que não pretende apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pela reeleição.

O deputado afirmou que historicamente mantém uma postura independente na Assembleia e que continuará avaliando os projetos encaminhados pelo Executivo, independentemente de quem esteja no comando do Estado.

“Eu sempre fui independente. Aqui sempre teve a bancada de oposição, a bancada independente, que era eu e o Wilson Santos, e depois a Janaína foi incorporada, e a bancada extremamente governista, que era em torno de 16, 17 deputados. Então, quer dizer, vou continuar. Os bons projetos encaminhados para esta casa pelo atual governador Pivetta terão, com certeza, o meu apoio. Os projetos ruins terão a minha recusa, como sempre teve, mesmo no governo Mauro Mendes”, afirmou.

Sobre a disputa eleitoral, Júlio explicou que, apesar de o União Brasil ter firmado coligação com o Republicanos, a fidelidade partidária não determina o voto para governador. Com isso, afirmou que seguirá a ala que foi derrotada na convenção partidária.

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“Nós, deputados estaduais e federais, temos a lei da fidelidade partidária. Estou na União Brasil e ele fez uma coligação oficial em convenção com o Republicanos. A campanha oficial será dentro do Republicanos, mas eu não vou votar no Otaviano Pivetta; vou seguir a ala dissidente. Eu e outros companheiros que na convenção perdemos teremos plena liberdade para votar em outro candidato”, ressaltou.

Júlio Campos também declarou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL), que é candidato ao Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a decisão está relacionada à relação política e familiar construída ao longo dos anos com o senador e sua família.

“Eu voto no Wellington Fagundes. Até porque tenho que ser grato; desde quando ele entrou na política, ele é meu eleitor. O pai dele, João Baiano, foi meu grande aliado político em Rondonópolis, desde a minha campanha de deputado federal em 78. Enfim, nós temos uma ligação, uma história de ligação familiar muito grande. Até por questão de gratidão, numa eleição em que o Jayme não é candidato, a minha opção seria o Wellington Fagundes”, finalizou.

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A declaração de Júlio Campos ocorre em meio à reorganização do cenário eleitoral de Mato Grosso. Wellington Fagundes disputa o Governo do Estado, enquanto Otaviano Pivetta busca a reeleição. Na corrida ao Senado, Mauro Mendes e Jayme Campos são os nomes do União Brasil.

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