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VIOLÊNCIA EM MT

“Não adianta só acolher depois”: Avallone defende prevenção contra agressões nas escolas

Foto: Angelo Varela/ALMT

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Na entrevista concedida nessa quarta-feira (01), o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) foi questionado sobre o aumento de casos de violência contra a mulher no Estado de Mato Grosso; o parlamentar citou a criação da Sala Lilás, espaço para acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e sexual. Avallone questiona a existência de poucas salas de acolhimento no Estado, além de repudiar a forma de atendimento nos locais em que, a sala não existe.

“Ela é fantástica. Eu conheci ela há dois anos e meio atrás. A sala custa R$ 100 mil reais para ser feita. Eu perguntei quantas salas lilás existem, mas por exemplo, na Politec, só tem três salas em três lugares. Por que não ter 20, 30? Se custa tão pouco para um atendimento tão grande. Às vezes o agressor e a agredida se encontram no corredor da Politec, o que é um absurdo”, afirmou.

Apesar da existência da sala lilás, Avallone afirma que essa é apenas uma medida para uma pós agressão, mas que isso não resolve o problema. Segundo o parlamentar, o combate deve ter início nas escolas, trabalhando o ato desde novos para que no futuro, a criança não se torne um possível agressor.

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“Ter uma sala de acolhimento não resolve o problema da agressão. Resolve o problema depois da agressão. Precisamos entrar na educação. A mesma criança que entra na frente da mãe para proteger ela do pai, é a criança que 20 anos depois vai casar e fazer a mesma agressão com sua mulher. Precisamos trabalhar isso em rede [educacional] e a Assembleia tomou a decisão de participar disso efetivamente e colocar o dedo na ferida”, ressaltou.

O parlamentar aproveitou para ressaltar as ações da ALMT para esse enfrentamento, além disso destacou que o Estado tem que buscar alternativas em locais com menor índice de violência para um maior efetividade na luta contra a violência:

“Aqui nós fizemos o Orçamento Mulher e a Procuradoria da Mulher. Na Prefeitura, Maria Avallone fez a lei da Procuradoria da Mulher e instalou a Comissão da Mulher, mas os índices aumentam. Então nós precisamos descobrir onde está [o problema]. Tem Estados que os índices são bem mais baixos, por exemplo: Ceará e São Paulo. Então vamos trazer pessoas de lá para dizer o que eles estão fazendo diferente de nós. Porque não tem sentido o Mato Grosso ser o Estado mais agressor das mulheres”, manifestou.

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O que é a “Sala Lilás”?

O projeto que existe desde 2023, é um espaço de acolhimento e suporte para as mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e sexual durante os exames periciais. O local oportuniza um atendimento prioritário, além de separar as vítimas dos agressores, sendo este um ambiente mais acolhedor do que o serviço prestado anteriormente no IML.

Os atendimentos são realizados 24 horas por dia por equipes formadas por peritos oficiais, médicos legistas, psiquiatras forenses, enfermeiras e psicólogas. Além do atendimento, o espaço conta com brinquedoteca, banheiro com trocador de fraldas, poltronas e televisão destinado a mães que buscam atendimentos acompanhadas de seus filhos.

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