Com 15 votos favoráveis e 9 contrários, o plenário da Câmara Municipal de Cuiabá aprovou nesta sexta-feira (27) a resolução proposta pelo presidente e candidato à reeleição, vereador Chico 2000 (PL), de estabelecer voto secreto na eleição da Mesa Diretora marcada para o dia 1º de janeiro de 2025.
O projeto foi aprovado diante da resistência dos parlamentares aliados ao prefeito eleito, Abilio Brunini (PL).
Vereadores das bancadas do PL e do União Brasil votaram contrários à proposta. Por outro lado, a bancada do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e futuros opositores de Abilio argumentaram que o projeto fortalece a independência do Legislativo.
“Proteger o voto do vereador para que ele não tenha que se posicionar sobre como votou é blindar o vereador análise da população. Eu não vejo ganhos para o povo cuiabano que votemos uma pauta, em caráter emergencial, na última sessão do ano, uma pauta que não traz benefícios à população”, falou a vereadora Maysa Leão (Republicanos) durante a discussão.

A parlamentar ainda acusou o projeto de atender interesses de alguns vereadores no momento em que se aproxima a eleição da próxima Mesa Diretora, marcada para o dia 1º de janeiro.
O vereador Dilemário Alencar (UB) seguiu a mesma linha de discurso, ressaltando que a população espera transparência de seus vereadores. Por isso, o voto secreto representa um retrocesso no Legislativo cuiabano.
Michelly Alencar (UB) também reforçou seu posicionamento contrário à matéria. Segundo ela, a matéria não tem interesse social ou relevância que justifiquem a votação em sessão extraordinária.
“Eu quero só reforçar aqui que estamos modificando uma conduta que já era tida como uma conduta padrão que era o voto aberto durante a escolha da Mesa Diretora. Estamos sim retrocedendo porque, ao invés de inspirarmos outras casas, estamos pegando exemplo de outras casas que diminuem a transparência. Sou contra o voto secreto, principalmente dias antes de uma votação da Mesa”, disse.
O vereador Fellipe Corrêa também participou da discussão se posicionando contrário à proposta e à sua legalidade.
Jefferson Siqueira (PSD) defendeu o projeto alegando que a proposta mantém a independência da Câmara. O vereador citou a interferência do prefeito eleito Abilio Brunini (PL) nas eleições da próxima Mesa. Abilio costurou uma chapa feminina com a novata Paula Calil (PL) como candidata à presidência. Além disso, Abilio tentou minar as chances de Jefferson para concorrer ao cargo o associando ao Comando Vermelho.
O último a participar da discussão foi Lilo Pinheiro (PDT) que participa da Comissão de Constituição, Redação e Justiça (CCRJ) e saiu em defesa do parecer favorável à aprovação, garantindo isenção e legalidade do documento.






















