Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Risco de cassação

Emanuel acredita em conspiração para montar comissão processante

Foto: Divulgação

publicidade

 

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) lançou sérias acusações contra um grupo de vereadores e aos desembargadores responsáveis pela decisão que o afastou da prefeitura. Conforme o gestor os vereadores reuniram, às escondidas, para decidir sobre a Comissão Processante antes mesmo da publicação da decisão que o afastou da prefeitura. Segundo Emanuel, essa reunião foi “bancada” pelo Governo do Estado, sugerindo uma conspiração para derrubá-lo do cargo.

“Está tendo muita coincidência, muita coisa estranha. Dez dias antes da decisão do afastamento, que foi no dia 04 de março, um grupo de vereadores da oposição se reuniu em uma casa no centro da cidade, às escondidas e com clima de euforia. Alegaram que iria acontecer uma bomba com o Emanuel Pinheiro e que eles tinham que preparar uma processante. Como que eles sabiam?”, questionou Emanuel em  entrevista à Rádio Cultura FM na manhã desta quinta-feira (14).

Pinheiro foi afastado no dia 4 de março sob a acusação de chefiar uma organização criminosa que, ao longo de seis anos, teria faturado milhões com desvios de dinheiro público. No dia 7 de março, decisão do ministro Ribeiro Dantas, do STJ, sustou os efeitos das medidas cautelares determinadas no âmbito da Corte Estadual.

Leia Também:  Presidente do TJ se reúne com presidente da Assembleia Legislativa

A Câmara Municipal de Cuiabá, no dia 12, aprovou por 16 votos a 8 a abertura da Comissão Processante, que investigará o envolvimento do prefeito em supostos esquemas na Saúde da Capital.

O prefeito acredita que o desembargador Luiz Ferreira da Silva foi induzido ao erro e acusa o governador Mauro Mendes (União Brasil) de estar por trás de toda a articulação e promete recorrer na Justiça para suspender a comissão processante da Câmara.

“Como pode criar factóides para dar um ar de fato novo só para atingir o prefeito Emanuel Pinheiro? Se tem alguém que está sendo induzido ao erro é ele. Com todo respeito ao desembargador Luiz Ferreira, mas é ele. Uma decisão extremamente injusta e reparada em tempo recorde em Brasília […] Existe todo um patrocínio por parte do Governo do Estado que tenta denegrir, atacar e calar a única voz de oposição, a única trincheira de oposição ao Governo do Estado de Mato Grosso e aos seus descalabros desmandos“, afirmou.

Emanuel Pinheiro disse sem citar nomes que durante uma confraternização um desembargador se vangloriou de ter feito a peça contra ele e que iria prejudicá-lo.  “Tem um desembargador que era promotor e foi conduzido ao cargo de desembargador recentemente que tomando whisky falou para todo mundo que fez toda a peça, que colocou coisas do passado, do presente, que fez uma coisa muito bacana, que ele é o cara e que vão colocar no… do Emanuel. Na frente de autoridades, tomando whisky, rindo, falando alto. O que está acontecendo com Mato Grosso? Tudo isso eu levei para Brasília. Parece que muita gente sabia o que estava acontecendo. São coisas graves”, acusou.

Leia Também:  Abilio Brunini e Lúdio Cabral vão se enfrentar no segundo turno em Cuiabá

As acusações de Pinheiro podem ser direcionadas a Regenold, que ascendeu ao cargo de desembargador em fevereiro por indicação do governador Mauro Mendes seguindo a regra do Quinto Constitucional. Anteriormente, ele atuava no Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público e esteve à frente de várias operações contra Emanuel.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade