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“Não caímos mais em acenos, quem cometeu crime vai responder”, diz Zé Medeiros sobre recuos do STF

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O senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), afirmou nesta quarta-feira (7) que as recentes decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não devem ser interpretadas como um sinal de mudança de postura. Segundo ele, o grupo está concentrado na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, mas não se esqueceu das arbitrariedades que, segundo ele, foram cometidas por ministros nos últimos anos.

“Não caímos mais em aceno nenhum. Eles vão fazer o trabalho deles, nós vamos fazer o nosso. Nós não vamos tocar fogo no país, mas também não vamos nos esquecer de tudo o que aconteceu”, afirmou Medeiros.

A declaração ocorre após uma sequência de decisões e movimentações no STF que foram interpretadas por bolsonaristas como “acenos” de flexibilização.

Nesta semana, duas decisões de ministros do STF envolveram nomes ligados ao campo bolsonarista. Alexandre de Moraes autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Já Gilmar Mendes determinou o arquivamento de uma representação que pedia a investigação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

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Outro movimento envolveu diretamente Flávio Bolsonaro. Após o primeiro turno, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização para que o senador voltasse a visitar o pai, depois de Moraes determinar, em julho, a suspensão das visitas de Flávio ao ex-presidente por 90 dias. Nesta semana, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o pedido. Em parecer, a PGR se posicionou favoravelmente à retomada das visitas de Flávio a Bolsonaro.

Para Medeiros, essas decisões não alteram a posição que será adotada pelo grupo político.

“A gente está muito focado na campanha do Flávio, a gente tem acompanhado isso aí. Agora, o ex-senador Moka tinha um ditado que dizia o seguinte: ‘malandro, quando vê que vai cair, deita’. Não vamos esquecer do Clezão, de milhares de brasileiros presos apenas por se manifestarem. De Bolsonaro preso. Então, quem cometeu crime vai responder, independentemente do que fizer de agora para frente”, garantiu.

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