A Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou, neste domingo (30.8), a 9ª captação de múltiplos órgãos de 2026 em Mato Grosso. O procedimento ocorreu no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e possibilitou a captação de um coração, um fígado, dois rins e duas córneas, que poderão beneficiar até seis pacientes que aguardam por um transplante.
A cirurgia teve início às 9h36 e foi concluída às 12h50. A ação contou com a participação das equipes de captação de órgãos e tecidos de Mato Grosso e de Brasília (DF), além do apoio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
A operação integra o trabalho da rede estadual de transplantes para garantir que os órgãos captados sejam destinados, com agilidade e segurança, aos pacientes compatíveis que aguardam por um transplante.
O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, ressaltou que a captação de órgãos demonstra a força da rede de saúde e a importância da solidariedade das famílias.
“Uma doação de órgãos transforma um momento de dor em uma possibilidade concreta de recomeço para outras pessoas. A cada captação, reafirmamos o compromisso de fortalecer a rede de transplantes e garantir que os órgãos cheguem aos pacientes que aguardam por essa oportunidade de esperança e vida”, afirmou.
A secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, destacou a importância da atuação integrada para que a captação e o encaminhamento dos órgãos ocorram dentro dos critérios necessários.
“Esse é um processo que exige organização, precisão e o trabalho conjunto de diferentes equipes. A integração entre os profissionais de saúde e as instituições de apoio é fundamental para que cada órgão captado tenha condições de chegar ao receptor com segurança e agilidade”, explicou.
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda, também enfatizou que o resultado da captação é fruto do trabalho técnico das equipes e, principalmente, da decisão das famílias em autorizar a doação.
“Por trás do gesto de doação existe uma família que, mesmo diante da perda, escolhe oferecer esperança a quem precisa. Nosso papel é garantir que esse gesto de generosidade seja conduzido com todo o cuidado, respeito e responsabilidade, para que possa se transformar em novas oportunidades de vida”, afirmou.
A SES reforça que a doação de órgãos depende da autorização familiar e orienta a população a conversar com seus familiares sobre o desejo de ser doador.



















