Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Buzetti critica fala de Galvan sobre violência contra mulheres: “É triste ouvir algo assim”

publicidade

A candidata ao Senado, Margareth Buzetti (Progressistas), criticou as declarações do candidato Antônio Galvan (Avante) sobre feminicídio e violência contra as mulheres. Para Buzetti, discursos que minimizam a violência de gênero contribuem para um problema que afeta toda a sociedade.

Segundo Buzetti, a sociedade precisa reconhecer a gravidade em transformar a violência contra as mulheres em um problema secundário e destacou a necessidade de políticas voltadas à proteção e ao fortalecimento das vítimas.

“Homem não morre cuidando de criança, não morre lavando roupa, não morre dentro de casa. Homem morre no bar, na facção ou por causa do futebol. O pior é que eles nem percebem que falam isso e pensam assim. Eles não percebem o quanto isso é ruim para a sociedade. Você tem que cuidar da vida das pessoas. Tem que pensar em proteger, cuidar e fortalecer. E não fazer de conta que nada acontece”, ressaltou.

Buzetti também criticou a associação da violência contra as mulheres à desestruturação familiar e afirmou que esse tipo de discurso não contribui para o enfrentamento do problema.

Leia Também:  Botelho prepara transição para Max Russi

“Isso é intrínseco na sociedade; as pessoas fazem de conta que isso é alguma coisa qualquer e, quando eu falo isso, o Estado não tem mais nada a ver com isso. Quem tem é a família, família desestruturada. Eu conheço várias famílias pobres que vivem com dificuldade. Então, esse é um discurso vazio, sem nexo, e que ele deveria repensar se ele quer ser um homem ou uma mulher”, afirmou.

Margareth também demonstrou preocupação com a tentativa de transformar a pauta do feminicídio em uma discussão entre direita e esquerda. A candidata destacou ainda sua atuação na criação de leis voltadas ao combate à violência contra as mulheres e afirmou que sua atuação vai além dos discursos.

“É triste ouvir algo assim. Eles acham que a palavra feminicídio é coisa de esquerda. Quando uma mulher é assassinada, eu não pergunto de que lado era o assassino. Ela foi morta. Eu fui lá e fiz quatro leis gigantes, quatro leis estruturantes, que não deixam brechas e não usei para fazer discurso. Não usei para fazer discurso, mas é diferente de quem fala e de quem faz”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade