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Leilão de Arroz

Carlos Fávaro vira alvo da PF e CGU por suspeita de corrupção

Foto: Divulgação

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Após ser pivô do primeiro escândalo do governo ‘Lula 3’, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro (PSD) será investigado pela Polícia Federal devido a suspeita de fraude no leição de 300 mil toneladas de arroz que foi anulado pelo governo federal. O episódio culminou na queda de Neri Geller da Secretaria Nacional de Política Agrícola.

Além da PF, a Controladoria-Geral da União (CGU) também vai apurar possíveis irregularidades no processo de importação de arroz. De acordo com comunicado da CGU, a companhia também conduz apuração interna, por meio de sua Corregedoria, para auxiliar no esclarecimento dos fatos.

Três das quatro empresas que venceram o leilão não são do ramo de arroz e de importação grãos. Essas são a Icefruit, uma fábrica de polpas de frutas de SP; a Wisley A de Souza Ltda, uma loja de queijos de Macapá (AP); e a ASR Locação de Veículos e Máquinas, de Brasília. Em relação às empresas vencedoras, uma das principais polêmicas envolve a loja de queijos, que arrematou R$ 736 milhões no leilão, e que alterou, no site da Receita Federal, o seu capital social de R$ 80 mil para R$ 5 milhões dias antes do evento.

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Após sua demissão, Neri Geller disse que não aceitará ser ‘bode expiatório’ e jogou a responsabilidade do caso nas mãos do ministro Carlos Fávaro (PSD) e da Casa Civil. “Esse edital foi politizado e eu não vou aceitar ser usado como bode expiatório.

Que a Polícia Federal e a Justiça averiguem se tem qualquer irregularidade. (…) O tempo vai esclarecer. Já falei que tenho um respeito grande pelo Governo. Desde o começo disse que esse leilão era um equívoco, a Esplanada sabe disso, mas sigo hierarquia, não sou o culpado”, disse em entrevista a BandNews.

Após as declarações, Fávaro negou que a demissão de Neri seria uma ‘caça as bruxas’ ou ‘julgamento precipitado’. Segundo ele, trata-se de ‘tolerância zero com o erro’.

Os dois aliados, que estiveram juntos em 2022 para apoiar Lula em Mato Grosso após romper com o governador Mauro Mendes (União), deverão romper laços políticos.

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